Rege uma lenda, que centenas de anos atrás, um pastor chamado Kaldi observando seu lindo e verde pasto notou que suas gorduchas cabras ao se alimentar das reluzentes folhas de uma árvore baixa ficavam mais sagazes e agitadas, tal fato o deixou muito curioso, no entanto nada fez, naquele dia. Mais tarde, quando ia se deitar, voltou a pensar na árvore de folhas reluzentes e as tais cabras sagazes. Ainda que tenso e morrendo de curiosidade, Kaldi conseguiu dormir. No dia seguinte, despertou com um pulo, botou suas calças e correndo foi até a árvore que o intrigava. Ao chegar perto, notou frutos vermelhos e redondos, arrancou-os e voltou para sua pequena casa. O pastor observou os frutos por alguns segundos e resolveu comê-los assim como faziam as cabras gorduchas. Passaram-se alguns minutos, e Kaldi sentiu algo que nunca havia sentido: uma vivacidade que parecia querer rasgar seu couro. Foi trabalhar e ficou maravilhado com sua agilidade e deu o nome aos frutos de café. Depois, passou a tomá-los todos os dias pela manhã. As cabras de Kaldi não fugiam mais e seu bando cresceu.
A história do café começa no século IX nas altas terras da Etiópia e vai ser difundida pelo Egito e pela Europa. Desde então, o café é um fator econômico e social muito presente e já foi a principal economia do Brasil. Seus plantadores já passaram por crises enormes e devastadoras como a de 1929, porem, os grãos morenos e torradinhos sempre se mostram fortes, superando todos os obstáculos, a cada ano. Só o Brasil, vende cerca de 2400 milhões de toneladas que serão consumidas por bocas sedentas ou sonolentas de todo o mundo.
Nas ilhas de Sumatra, Java, Sulawesi, Filipinas e no arquipélago da Indonésia, existe um processo de produção de café quase sagrado, no qual os grãos servem de alimento a uma espécie de gambá chamada civeta. Os grãos não são digeridos e atravessam intactos o sistema digestivo do pequeno animal; este processo da ao maravilhoso café o nome de Kopi Luwak e será vendido em países como Estados Unidos e Japão por cerca de mil dólares o quilo. O Kopi Luwak é degustado pelas bocas refinadas de muitos ricos especialistas, que afirmam que o inigualável café tem um toque de chocolate e suco de uva.
Parece que não foi só Kaldi que se apaixonou pelos mágicos e avermelhados frutos dessa linda árvore.
Artur Souto - 1102
Clemência Tardia XXI
Há 17 anos

Parabéns pelo texto, uma história que realmente não conhecia, e nem tinha ideia de como era, interessante não somente como cultura, mas também para podermos entender um pouco além quando estivermos estudando história.
ResponderExcluirAndré Vuaden - 1101
Adorei seu texto. Não conhecia a real história do café, embora já tenha estudado seu ciclo aqui no Brasil. Um texto de pura cultura, parabéns!
ResponderExcluirCarolina Guimarães - 1201
Uma narrativa muito bem desenvolvida com um seguimento que mostra como o café tem o seu uso tão variado e como é tão bem comercializado por todo o mundo.Um conhecimento que realmente eu não tinha por completo. Belo texto.
ResponderExcluirAndré Cabral - 1201
Um texto cheio de cultura ! Mostra como o café tem tantas formas de ser utilizado. Algo que eu não conhecia por completo, apesar de já ter estudado seu ciclo.
ResponderExcluirMuito bom!
Joana Feital 1201
É realmente interessante como o André disse, é muito bom esse texto para nós que não fazíamos ideia de como isso funcionava, funciona. Gostei muito pois assim adquirimos cultura.
ResponderExcluirLucas Santana
1101
Adorei o texto, pelo assunto abordado ter sido criativo, e por ler algo que nunca tinha ouvido falar, e que por sinal, é muito interessante. Parabéns!
ResponderExcluirRealmente... uma história diferente de qualquer outra. Em relação ao "café digerido por gambás", já tinha ouvido essa história, mas de modo um pouco diferente. Também adorei saber sobre sua orígem, pois também gosto muito desse fruto avermelhado e energético. Parabéns pelo texto.
ResponderExcluirÉ uma história bastante interessante e curiosa que eu realmente não conhecia. Entretanto nos ajuda bastante, como o André disse, em nossas aulas de história. Parabéns, belo texto.
ResponderExcluirRodrigo Gonzalez - 1102 Nº 10