segunda-feira, 29 de junho de 2009

18. A IMPORTÂNCIA DA AMIZADE

Muito se fala sobre a amizade. Alguns têm certeza de que uma amizade de verdade é para sempre, enquanto para outros ela acontece e passa, assim como passam todas as outras coisas da vida. Mas afinal, a amizade é realmente importante? É realmente essencial ter amigos? Claro, ela não é essencial para sua sobrevivência, assim como nada é, além de oxigênio, água e alimento, mas é sim essencial para a sua felicidade.
Quando você tem amigos, tudo fica mais fácil. Com um amigo, você pode dividir todas as suas tristezas e alegrias, receber conselhos, carinho e apoio. Quando há amizade, você nunca se sente sozinho. É claro que não estou falando sobre qualquer amizade, como muitas dessas que se vêm hoje em dia em que as pessoas mal se conhecem e já dizem que se amam. Nessas amizades, as pessoas só estão com você na hora da diversão, enquanto está tudo bem, mas quando algo dá errado são as primeiras a lhe virarem as costas.
A amizade verdadeira é o mais belo de todos os sentimentos, muitas vezes até mais belo que o amor. Afinal, ela também é um tipo de amor, um amor incondicional. Um amigo é alguém em que você pode confiar, é como um porto seguro. É alguém que só quer o seu bem e que não vai só elogiar, mas também repreender quando necessário; alguém com quem, às vezes, você pode até se desentender, mas que sempre vai estar disposto a ajudá-lo.
Não seria a pessoa que sou hoje, se, ao longo do meu caminho, não tivesse contado com os meus amigos. Obrigada a todos vocês que sempre estiveram ao meu lado, fazendo os meus dias muito melhores!

Carolina Fernandes - 1202

17. FUTEBOL

Neste domingo (26/06), assistimos a mais uma conquista da seleção brasileira, dessa vez contra o "império" Estados Unidos que, no assunto de futebol, não é tão “imperial” assim.

Nos dias de hoje, quando mencionamos o futebol e sua importância, não só falamos de um esporte que une nações e movimenta quantias milionárias, como também de uma paixão mundial. Tal paixão age como "morfina" para os habitantes de um mundo marcado por diferenças, miséria e guerras – as armadas ou as que se restringem ao campo das idéias.

Nos noventa minutos de jogo, esquecemos problemas preconceitos, curtimos o momento, gritamos e extravasamos todo o descontentamento armazenado em nós.

O futebol, assim como outros esportes, atua muitas vezes, como a nossa "válvula de escape", distanciando-nos, por alguns minutos, dessa sociedade "sórdida" e de seus problemas, com os quais somos obrigados a conviver em nosso dia-a-dia.
 
Karla França - 1201

16. AÇÃO E REAÇÃO

De uns anos para cá, a sociedade carioca entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o estado tem níveis elevados de violências variadas: urbana, doméstica e familiar.
A questão é que precisamos descobrir o porquê desses níveis aumentarem tanto assim nos últimos anos.
Infelizmente, o governo tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de entender o que é a causa e o que é a conseqüência. A violência que mata e destrói está muita mais para um sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma.Portanto, não adianta super-armar a segurança pública, entregando-lhe armas de guerra para repressão policial, se a “doença” causadora não for identificada e combatida.
Já é tempo de a sociedade carioca se conscientizar de que a violência não é a ação. Violência é, na verdade, reação.O ser humano não comete violência sem motivo.É verdade que, algumas vezes, a violência recae sobre pessoas erradas; pessoas inocentes que não cometeram as ações que a estimulassem. No entanto, as ações erradas existiram e alguém as cometeu, caso contrário não haveria violência.
No Rio, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito.O desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontas, sejam sociais, econômicos, relações conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdade - estimulados principalmente pela TV - também produzem desrespeito. Esse desrespeito produz desejo de vingança, o qual se transforma em violência.
Sabe-se que o desrespeito é o principal causador de violência, podemos então combatê-la, diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: econômico, social, conjugal, racial, familiar e entre as pessoas. Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito possível diante de toda e qualquer situação.


Giuseppe Noronha - 1202

15. AOS CRÍTICOS DE PLANTÃO

Nosso blog não é uma filial da ABL (Academia Brasileira de Letras), nem somos os imortais que lá costumam tomar o famoso chá das cinco; não temos a menor pretensão de sermos autores ou poetas consagrados (ainda). Por essa razão as críticas negativas e desencorajadoras não combinam com este espaço. Não é bonito desmerecer o texto de um colega, mesmo que, na nossa (muitas vezes equivocada) opinião, ele não seja merecedor de elogios.
Um conto ou um poema são textos que brotam da nossa criatividade, e o fato de serem inspirados em outros – consagrados ou não – não é demérito algum; pelo contrário, é a prova de que estamos antenados com a Literatura, com a MPB e com qualquer outra manifestação artística. A esse tipo de produção, damos o nome de intertextualidade, e, por mais incrível que possa parecer para alguns de vocês, Vinicius de Moraes, Machado de Assis, Mário de Andrade, Murilo Mendes, Chico Buarque, e muitos outros têm obras que surgiram de relações intertextuais.
No poema O DIA DA CRIAÇÃO, Vinícius inspirou-se no livro de GÊNESIS da BÍBLIA. Machado de Assis bebeu nessa mesma fonte, ao escrever ESAÚ E JACÓ. Mário de Andrade foi mais longe e se amparou em Jesus Cristo, autor de PADRE NOSSO, para fazer um poema paródia chamado ESCAPULÁRIO. Murilo Mendes dialogou com Gonçalves Dias em CANÇÃO DO EXÍLIO. O próprio Chico Buarque, citado no comentário, ao fazer a música MEU CARO AMIGO, espelhava-se em Tomaz Antônio Gonzaga que escrevera CARTAS CHILENAS em um momento de censura e patrulha muito parecido com o controle às obras de arte e aos artistas durante a ditadura militar.
Portanto, que venham as intertextualidades! Elas serão muito bem chegadas a este blog; todas! Não tenham medo ou pudor de se apropriarem de um texto consagrado para fazer outro. Isso é apenas prova de cultura, de interesse pela arte e de antenação com o mundo. E, para não perder o hábito, nada melhor do que citar RODA-VIVA: “faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há” não vamos permitir que a “roda-viva carregue tudo pra lá”.

P S: Ângelo, não se justifique; seu texto ficou lindo!

14. CARTA A DEUS

Prezado Senhor Deus,
Estou escrevendo essa carta para mostrar a você meus pensamentos e ideias sobre o porquê do mundo precisar de mais tolerância.
Por definição, tolerância é a qualidade de tolerar algo, ou seja, de admitir outras maneiras de se pensar e agir. Seguindo essa definição, pode-se dizer que é impossível o mundo inteiro ser tolerante; pois, se ele o fosse, não existiriam guerras, conflitos nem divergências. Isso acontece devido aos interesses opostos de partes diferentes, que não pretendem abrir mão do que acham ser o melhor para si. Um exemplo disso foi a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu devido ao surgimento de dois governos totalitários com fortes objetivos militares e expansionistas: o Nazismo, criado na Alemanha, e o Fascismo, criado na Itália, que acabaram desrespeitando tratados e invadindo outros países.
Outro ponto importante a ser considerado é o respeito às escolhas religiosas de cada pessoa. Às vezes, geram-se conflitos justamente pela falta de respeito, ou seja, pela falta de tolerância para com os diferentes ideais religiosos, de cada grupo como o eterno conflito entre Israel e Palestina. Este já provocou inúmeras mortes e muito sofrimento para o povo que vive no meio dessa “guerra”, que já faz parte do seu cotidiano, resultando em incertezas e indecisões sobre seu futuro.
No mundo atual, as pessoas estão cada vez mais gananciosas, egoístas e intolerantes. Na família, para se ter uma convivência saudável é preciso tolerância, principalmente porque, sem ela, a família passa a viver confusões e desunião entre seus membros. Já no trabalho, as pessoas pensam mais no que vão ganhar e não na sua realização profissional, o que influencia no seu desempenho e leva, na maioria das vezes, a uma insatisfação consigo mesma. E você sabe, Senhor, que se a pessoa não exercer a profissão que gosta, ela acabará ficando de mau humor e ferindo não só a si mesma, mas também a sua família e a seus amigos, tornando-se um ser totalmente intolerável.
Concluo que o mundo precisa de mais tolerância porque os diversos fatores políticos, sociais ou emocionais, na maioria das vezes, atrapalham o ser humano em si, influenciando diretamente em seus atos e suas escolhas. E isso faz com que ele se desvie dos princípios que você, Senhor, nos ensinou a seguir, e que confunda o que é certo com o que é errado; o que é tolerável com o que não se tolera. Por isso, Senhor, compreenda que o mundo precisa de mais tolerância, e se possível, ajude-nos a tomarmos as decisões certas para melhorar o mundo em que vivemos.
Grato,

Gil Rezende Cruz - ?

domingo, 28 de junho de 2009

13. PRESENTE CERTO E FUTURO DUVIDOSO

Pergunto-me a cada dia: “penso, logo existo”; ou penso, logo não existo? A sociedade me formou, adquiri hábitos capitalistas e, muitas vezes, individualistas. Este Sistema nos incentiva a ter menos acesso à arte e à cultura, menosprezando-as. Parece que participamos de um teatro de sombras, onde a verdade é mascarada e nós somos os espectadores que acreditam, veementemente e sem questionamentos ou reflexões, no que é reproduzido, e, assim, somos úteis para o Sistema.
Entretanto, se refletirmos, seremos repreendidos, julgados e “misteriosamente” mortos pelos que se dizem “democratas”; quer dizer, voltaríamos à Ditadura Militar.Ou melhor, continuamos a estar em uma Ditadura, se pensamos, não existimos em corpo, mas fortalecemos nosso espírito e nossa alma.
Gostaríamos de ser fantoches manipulados pelo Sistema Capitalista? Aceitaríamos a alta taxa de desemprego, resultante do desenvolvimento tecnológico e da desvalorização do homem, sendo resumido a um preço? Deixaríamos que mais guerras sucedessem para o “bem de todos” e para a desgraça da maioria? Concordaríamos com a fome no mundo, a antítese da fartura dos países desenvolvidos e da Teoria Malthusiana, a qual dizia que a produção de alimentos seria menor que o crescimento populacional, provocando a fome?
Deixo estas perguntas para reflexão; pois, se pensarmos, logo existiremos como cidadãos conscientes e protestaremos contra este Sistema que se diz “democrata” e dizima milhões de pessoas por serem “inferiores”(?). Devemos não só pensar, mas também atuar contra estas segregações e injustiças.

Rachel Franklin - 1102

12. E O TEMPO NÃO PAROU

O tempo passou de repente
E disso ninguém me avisou
Agora eu sinto na pele
As marcas que o tempo deixou

Bati na porta do tempo
Mas ele não quis me atender
Falou que agora era tarde:
"o tempo morreu para você!"

E agora vou contra a corrente
Tentando no tempo voltar
Tentando rever novamente
Quem o tempo levou para lá.

E agora luto contra o tempo
Até não poder resistir
Até acabar o meu tempo
Quando irei pra bem longe daqui

Ângelo - 1102

sábado, 27 de junho de 2009

11. JÁ SE DESCOBRIU TUDO

“Já se descobriu tudo. Só nos falta agora – que nos falta? – chegar o dia em que os homens descobrirão, assustados (assustados todos de o não terem descoberto há mais tempo) que são irmãos uns dos outros.”
Cassiano Ricardo


É claro que esse fato já foi revelado há muitos anos na Bíblia e milhares de histórias o comprovam. Somos todos irmãos, apesar disso tudo, os homens insistem em se tratar como inimigos.
Pode-se provar esta realidade com os fatos do cotidiano. O mundo contemporâneo tornou as pessoas frias, egoístas e impiedosas. Não vemos mais fraternidade entre os povos, o que se vê é a ganância e o desejo de poder tomando conta de tudo.
Com isso, atitudes como ajudar um idoso a atravessar a rua; ceder um lugar aos mais velhos nos coletivos; e outras mais são atitudes raras ou quase inexistentes na nossa atual sociedade.
Por outro lado, nosso mundo não está perdido. Existem pessoas com o espírito de fraternidade vivo dentro de si e conscientes de que somos todos irmãos. São elas que vão salvar o mundo e já começaram o seu trabalho.
Atitudes como criação de ONGs que se espalham pelo mundo ajudando os mais necessitados, campanhas que incentivam a união dos povos, são ações que nos mostram que o mundo e sua população têm salvação.
Dessa forma, nota-se que o dia em que as pessoas perceberem que as guerras matam e destroem nações; e que o egoísmo e a frieza humana irão dizimar o nosso planeta, atitudes mais eficazes voltarão a existir para recuperar a essência humana. E a essência humana é caracterizada pelo primeiro mandamento bíblico “amar ao próximo como a si mesmo”. Já podemos imaginar a surpresa do mundo inteiro, quando chegar o momento de reassumirmos nossa condição de irmãos.

Bárbara Mendes - 1202

10. BONECA DE PORCELANA

Apoiava-se na sacada de casa
Seus olhos eram cor de cristal
Parecia mais um anjo branco sem asas
Possuía um rosto de boneca angelical

Era primavera com semblante do outono
Olhava-se no retrato que tirara menina
Começava a lembrar seus velhos anos
“Essa realidade não é minha...”

Deparava-se com a solidão tendo traços da loucura
Não entendia muito que acontecia
Foi a vários hospitais, porém não obteve cura
Daí percebeu que envelhecia

E quando levantava de seu leito, olhava-se no espelho.
Compreendeu que não tinha mais a juventude
Através de seus próprios olhos via um rosto destruído pelo tempo
Cruel seja ele, devastadora seja a vida.

“Vale de quanto viver para morrer um dia?”

E se amanhã for como hoje ela vai preferir o ontem
Não que o hoje seja ruim
Mas o hoje leva o amanhã
E o amanhã, meus amigos, vocês já sabem.

Encostada na cama estava ela
A boneca de porcelana mais bela
Segurou-a e afagou-a com as mãos
E chorou, com lágrimas de comoção.

Tentava lembrar os momentos que viveu
Os jogos que venceu
Os amigos que perdeu
E a saudade que deixará no apogeu

Já conformada deu um sorriso para o ar
Olhou a própria face á se desidratar
“E o meu amanhã, será conseqüência de ontem?”
Dormiu então em seu sonho eterno sem sonho

Méier, 2079

Monique Cockrane -1101

9. O TOQUE DA ESTRELA

Era noite de festa, não diferente das outras, mas ela tinha um ar especial. A mesa de jantar estava recheada, com todas aquelas comidas caseiras. Era dia das mães.
Tinha uma menina na janela, sozinha, não havia uma alma viva naquela hora da noite nas ruas da cidade. Tinha os cabelos encaracolados como uma mola e os olhos escuros que se tornavam claros quando olhava para as estrelas.

Aproveitava a ausência de seus responsáveis para ficar debruçada na janela vendo o único show que não poderia passar na televisão. Aliás, ela abria mão de seus brinquedos e TV, para simplesmente contar as estrelas. Sabia que seus pais não tinham condições de lhe dar tudo, então se contentava com aquilo que era de graça, que fica acima de sua cabeça, mas que ninguém parava um segundo para ver, pois se preocupavam demais com o horário de seus compromissos.

Incrível como não havia uma nuvem no céu, parecia que as estrelas estavam posando só para ela, então resolveu pegar papel e lápis para começar a desenhá-as. Esforçava-se ao máximo para fazer o melhor desenho possível, queria dar de presente de natal para sua mãe. “Eu tenho certeza que a mamãe vai amar”, pensava a menina ainda debruçava em cima da janela desenhando.

Ouviam-se passos de dentro da casa, era seu irmão mais velho que preocupado veio correndo em direção da sua irmã, tirando-a de cima da janela.

- Você está louca? Podia ter caído, sabia?
- Só estava vendo as estrelas... – Mantinha o olhar fixo para a janela.
- De novo com essa história de estrelas? Já temos problemas demais, fica direitinho aqui, certo? – Ele a colocava no chão e saía.
- Porque seus olhos estão estão vermelhos? Responde-me! Volta aqui... – Tarde demais, ele já havia saído.

Sentou-se no chão e abaixou o rosto, começando a fungar baixinho, como se estivesse começando a chorar. Lembrava então do papel que estava em sua mão, aquele que havia desenhado para sua mãe com tanto carinho.

Foi correndo para o quarto, saltitante. Tinha certeza de que sua mãe iria adorar a surpresa, ela sempre gostava de seus desenhos. Abriu a porta com bastante cuidado, viu seu pai em pé em frente à cama. Aproximou-se dele, e viu que sua mãe estava deitada, dormindo. A menina passou reto dele e foi até aonde estava a sua mãe e mostrou-lhe o desenho, mesmo ela estando desacordada. O pai estava um tanto nervoso, parecia que havia levado um choque emocional. Chegou perto da menina e a pegou a no colo, indo em direção à janela e apontando para a estrela que mais brilhava no céu.
- Minha filha, a sua mãe virou uma estrela. Ela sempre vai estar com você.

Monique Cockrane - 1101

quinta-feira, 25 de junho de 2009

8. CULTO À FORMA: SAÚDE, VAIDADE OU ESCRAVIDÃO?

Vivemos em uma sociedade, onde as pessoas estão mais preocupadas com sua aparência, do que mostrar o que realmente são. Qual o limite da vaidade feminina? Agora virou moda mulher na busca da beleza: escova progressiva que mata, branqueamento que queima 90% do corpo, depilação que ulcera as pernas, sem falar nas lipoaspirações feitas de forma irresponsável. Para tudo há um limite, e nosso organismo cobra de forma implacável as agressões que lhes são feitas.
As meninas, desde pequenas, estão preocupadas com a beleza. São aquelas que lêem revistas de moda, ou aquelas que assistem a televisão e veem lindas modelos passando. Querem ser magérrimas como elas; querem se vestir da forma mais diferente possível, querem se sobressair diante das outras. São estas jovens, que preocupadas apenas com o aspecto físico, se esquecem de ser; de ser gente! Esquecem-se de pensar sobre a beleza interior, a generosidade, o amor, a gratidão, os bons modos e a educação.
E é por isto, que a beleza vem fazendo muitas vítimas que, desde pequenas, sofrem com os distúrbios alimentares como a bulimia e a anorexia. O que os pais devem fazer, é observar seus filhos desde pequenos, para que não caiam na tentação e na mentira que mostram as revistas. Assim, formarão homens e mulheres esclarecidos que, de forma alguma, serão escravos da vaidade.

Nathalia Cristina da Silva Ferreira - 1201

7. BENEFÍCIOS DA LEITURA

Como a leitura pode causar uma transformação nossa realidade? A leitura é extremamente importante, não apenas por ser fundamental em nossa formação intelectual, mas também por permitir a todos um acesso a um mundo de informações, idéias e sonhos. Ler é ampliar horizontes e deixar que a imaginação desenhe situações e lugares desconhecidos e isto é um direito de todos.
A leitura permite ao homem se comunicar, aprender e até mesmo desenvolver, trabalhar suas dificuldades. Através do conhecimento da língua, todos tem acesso à informação e são capazes de emitir uma opinião sobre os acontecimentos. Ter opinião é cidadania e essa parte pode ser a grande transformação social do Brasil.
Os benefícios da leitura são cientificamente comprovados. Pesquisas indicam que crianças que tem o hábito da leitura incentivado durante toda a vida escolar desenvolvem seu senso crítico e mantém seu rendimento escolar em um nível alto. O analfabetismo, um dos grandes obstáculos da educação no Brasil está sendo combatido com a educação de jovens e adultos, mas a tecnologia está afastando nossas crianças dos livros.
Permitir a uma criança sonhar com uma aventura pela selva ou imaginar uma incrível viagem espacial são algumas das mágicas da leitura. Ler amplia nosso conhecimento, desenvolve a nossa criatividade e nos desperta para um mundo de palavras e com elas construímos o que gostamos, o que queremos e o que sonhamos.
Portanto, garantir a todos o acesso à leitura deve ser uma iniciativa do Estado, mas cabe a nós dedicarmos um tempo do nosso dia a um bom livro, incentivar nossos amigos, filhos ou irmãos a se apegarem à leitura e acima de tudo utilizar nosso conhecimento para fazer de nossa cidade, estado ou país, um lugar melhor para se viver.

Bruno Gomes - 1201

6. PANO P'RA MANGA

Recebi esta mensagem através de um email enviado por uma prima, também professora como eu.
Isso mesmo: família de professores — avó, pai, irmãos e primos.
Achei a mensagem interessante e gostaria de dividi-la com os leitores deste blog. Aliás dividir não seria o termo exato. Quem sabe multiplicar?

Então, lá vai:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos
filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o
nosso planeta?"

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o
exemplo vindo de seus pais; torna-se um adulto comprometido em todos
os aspectos, inclusive em respeitar o planeta aonde vive...

A CRIANÇA APRENDE COM O CONVÌVIO!
A criança que convive com críticas aprende a condenar.
A criança que convive com a hostilidade aprende a ser agressiva.
A criança que convive com o ridículo aprende a ser tímida.
A criança que convive com a vergonha aprende a sentir-se culpada.
A criança que convive com a tolerância aprende a ser paciente.
A criança que convive com estímulos aprende a ter autoconfiança.
A criança que convive com elogios aprende a valorizar.
A criança que convive com a integridade aprende a ser justa.
A criança que convive com a segurança aprende a ter fé e confiança.
A criança que convive com aprovação aprende a gostar de si mesma.
A criança que convive com a honestidade aprende a verdade.
A criança que convive com a aceitação e a amizade.
Aprende a encontrar o AMOR no mundo.



Acho que esse texto dá pano pra manga. E vocês?... O que acham?

Catarina Schumann - (a professora)

5. PLANEJAR E VIVER

Quando éramos crianças tínhamos vários pensamentos que chamávamos de sonhos e projetos. Os sonhos grandes e pequenos da nossa infância estavam no mesmo nível, pois ganhar um brinquedo ou ter uma profissão eram a mesma coisa. Os sonhos grandes, que mais pareciam gigantescos, estavam mais longe do que imaginávamos. Querer ser médico era um dos gigantescos sonhos. Não fazíamos a menor idéia do que era cursar medicina; o que queríamos mesmo era agradar nossos pais, avós e tios que tanto falavam de tal profissão. Médicos só víamos quando estávamos doentes. Irmos àquela consulta divertida, com pirulitos e balas era o que mais nos estimulava; mas, ao chegarmos em casa, tínhamos que tomar o remédio ruim que acabava com nossos projetos. Afinal, quem iria torturar crianças como aquele médico fez com a gente?
Em projetos a longo prazo ninguém queria pensar. Só queríamos era ficar ansiosos para a chegada do Natal, Dia das Crianças e aniversário para ganhar nossos pequenos projetos, os quais para nós eram enormes: bonecas, carrinhos e outros brinquedos. Sonhávamos com cada um deles,quando os víamos nos anúncios da TV. Alguns tivemos; outros, não.
Depois de realizarmos tais coisas, só pensávamos em nossa futura profissão. Se a mãe ganhava um cachorro, pronto! Queríamos ser veterinários. Não poderia haver estímulo maior. A mãe, então, logo nos trazia para a realidade:
— Como, meu filho, se você não consegue nem cuidar do seu peixe?!!!
Bastava uma frase assim e imediatamente desistíamos do sonho. Aliás, sonhos, às vezes iam embora, mas outros viriam.
Então, que tal planejar a vida? Casamento? Filhos? Já ter tudo planejado e guardado na memória, pois projetos a longo prazo precisam ser planejados também.
E de repente, descobrimos um que realizamos sem esforço e que se cumpriu facilmente.
— Mãe, quero ser grande!
“Moleza”! Olhamos o espelho e descobrimos que esse projeto não é mais uma possibilidade. Parabéns! Primeiro grande sonho realizado, se continuarmos neste caminho, iremos longe.
Pois é... O tempo de ser criança acabou, chega de querer ser médico, veterinário, e tudo mais. Planejamos tanto, que o tempo passou e nem nos demos conta. Chega de ser criança e usar a frase “quando eu crescer, quero ser ...”. Nossa frase, agora, tem que ser:
— Quais são meus planos para o futuro?
Porém planejar e mudar de idéia causa um certo desconforto; mas, ao mesmo tempo, é bom, pois somos novos e temos o mundo inteiro para conquistar. E nessa trajetória, devemos lembrar sempre que, se um dos projetos não der certo, poderemos tentar muitas outras vezes.
Planejar crescer deu certo, não deu? Então, vamos planejar nossas realizações, sem medo de ser feliz.



Anna Carolina Botelho - 1202

terça-feira, 23 de junho de 2009

4. VOLTARAM A ATACAR

Lembram-se daqueles telefonemas em que bandidos simulavam o sequestro de um filho ou filha, ameaçando-os de morte se o resgate não fosse pago? O tormento parecia ter acabado ou, pelo menos, não se ouvia mais falar dessas histórias de horror. Pois voltaram. O que há de novo é que os marginais sofisticaram os seus métodos. A encenação, por exemplo, é agora mais realista. Entre os que fazem o papel de vítima, há vozes de crianças e adolescentes que representam tão bem, são tão verossímeis, que a pessoa do outro lado do telefone, assustada e sob tensão, acaba acreditando que aqueles soluços, aqueles apelos angustiados são mesmo da filha ou do filho.
Comigo aconteceu uma vez, quando estávamos sozinhos eu e minha irmã em casa e ela correu pra atender. Logo o bandido disse ser um bombeiro e estar com meus pais, pois sofreram um acidente. Minha irmã, começou a chorar, e eu peguei o telefone de sua mão e conversei com ele. Ele disse que o carro era cinza, mas o da minha mãe era preto, e disse que não tinha como me descrevê-los, pois estavam com a cara ensanguentada. Uma verdadeira brincadeira de mau gosto
Será que não há um meio de coibir essa prática ou de prender os autores? Antes, se dizia que essas ligações partiam do presídio de segurança máxima de Bangu. Agora, estão se generalizando; é, portanto, mais difícil descobrir os autores. A maneira mais eficaz de desestimular esses ataques é não atender chamadas a cobrar ou então desligar logo. O problema é que, apesar de conhecer o golpe, já tão divulgado pela imprensa, muita gente continua caindo nele.
Às vezes, o bandido é ridicularizado. Um deles ligou para minha casa, caiu na secretária eletrônica e ele ficou desorientado: "É um sequestro, pô, atende esse telefone logo".
Com um amigo, foi diferente. Ao receber a notícia de que o filho estava seqüestrado, ordenou tranqüilamente: "Pode matar, ele é muito chato." O rapaz, claro, estava do seu lado.

Leonardo Teixeira Libardoni - 1202

domingo, 21 de junho de 2009

3. AMIZADE

“Amizade (a.mi.za.de)sf.1 Sentimento de estima ou de solidariedade entre pessoas, grupos etc.[...]” (Dicionário Caldas Aulete).
Creio que nós, jovens, não temos bem definido em nossas mentes o significado da palavra “amizade”. A banalização desse sentimento está cada vez maior. Pessoas que conhecemos há um dia são consideradas amigas do mesmo jeito que pessoas que estão em nossas vidas há muito tempo.
Com a onda da Internet, existe o chamado “amor de Orkut”. Depoimentos com “Eu te amo!” escrito são mais comuns que beber água, e o sentimento do amor verdadeiro às vezes nem existe. Isso é apenas um meio de divulgação da enorme quantidade de “amigos” que temos, como se o que importasse fosse a quantidade e não a qualidade. Como se outras pessoas pensarem que realmente temos milhões de amigos fosse importante. Como se o que as outras pessoas pensam fosse mais importante do que o sentimento de ter alguém que nos ame e a quem realmente amamos .
Hoje em dia, as pessoas procuram ser aceitas nos grupos de quem segue o padrão que a sociedade estabelece. Assim, acabam excluindo quem não segue esse padrão. Às vezes, abandonamos amigos por causa disso. Às vezes, somos essas pessoas e não conseguimos fazer amigos por causa disso. O importante é ser admirado, engraçado, bonito. Não que isso seja ruim, mas não é bom quando é somente isso o que importa.
Um amigo de verdade sabe dos nossos defeitos, qualidades e fraquezas. Sabe que pode confiar e ter a nossa confiança. É uma pessoa que sempre estará em nossa história de vida; haja o que houver. Então paremos p’ra pensar: quantos “Eu te amo.” já dissemos, mas quantos deles foram verdadeiros?

Márcia Viegas - 1202

quarta-feira, 17 de junho de 2009

2. A VIDA SEM FRONTEIRAS

Na internet, tudo é possível. Encontramos quem queremos e mais ainda quem não queremos encontrar. Assim começa uma história, a minha história.
Um Brasil e uma Europa separados por alguns milhares de quilômetros. Nesta tão distante Europa, encontrei Elizabeth, brasileira, 26 anos, solteira. Ela havia mudado para a Inglaterra pois arranjara um emprego por lá há 3 anos. Como tudo nessa vida acontece por acaso, nosso encontro não foi diferente. Vou descrever o cenário. Estava sentado na frente do computador, sozinho em minha casa, verificando meus emails. Vi uma publicidade sobre uma sala de chat de encontros, e minha curiosidade falou mais alto. Conversei com várias pessoas até Elizabeth entrar na sala com o apelido “Beth_euteamo”. Minha curiosidade outra vez tomou conta do meu ser e decidi puxar um papo com ela, afinal, as salas de chat teoricamente são feitas para você conhecer novas pessoas e, quem sabe, seu grande amor. Sendo assim, não fazia muito sentido o ingresso de alguém naquela sala que já possuísse uma outra pessoa para compartilhar tal felicidade. Horas e horas se passaram sem que eu as pudesse perceber que voaram. Quando dei por mim, já tinha número de telefone, email e o endereço de Elizabeth em meu poder.

Nossas incontáveis (e impagáveis) conversas nos fizeram marcar um encontro, na Inglaterra. Fui de avião para lá. Chegando naquelas terras longínquas, fui ver Elizabeth, sem escalas. Nunca imaginei que assim que chegasse perto dela me sentiria tão bem. Passeamos por vários pontos turísticos ingleses e, felizes, engatamos um namoro. A paixão fervia em nosso sangue a cada beijo. O calor dos nossos corpos era muito grande, tínhamos uma ligação e, mesmo não sendo opostos, nos atraímos. Após um mês, o mais rápido de minha vida, voltei para casa já sentindo saudades de minha amada, querendo revê-la assim que fosse possível. De volta à minha terra, com um sorriso de orelha a orelha, comecei a pensar na possibilidade de algo a mais. Não podia esperar para vê-la novamente e tratá-la apenas como namorada. Eu a queria como muito mais do que isso... até que a morte nos separasse. Comprei alianças e fui para a Inglaterra uma semana após o meu retorno ao Brasil. Queria rever o amor de minha vida. Fui até sua casa e encontrei todos os seus parentes reunidos. Cheguei a pensar que não fosse nada demais. Ledo engano...

Voltei para o Brasil ainda sem acreditar no que acontecera. Olhava toda noite para o céu e a via, desenhada pelas estrelas cintilantes no céu escuro. Notei, não somente naquele momento, mas desde a Inglaterra, que não conseguiria continuar vivendo com sua ausência. Foi então que pensei, pensei; repensei; pensei no que pensar até que decidi. Saí de casa, atravessei a rua. Um carro veio rapidamente após um sinal verde de partida e fui jogado ao chão.

Quando dei novamente por mim, minha amada estava à minha frente. Não acreditava em meus próprios olhos. Feliz, percebi que meu plano havia dado certo. Estávamos juntos novamente. Agora, trilharemos juntos os caminhos da felicidade, até que a eternidade nos separe.
(Rodrigo Gonzales - 1102)

terça-feira, 16 de junho de 2009

1. NÃO HÁ NADA MELHOR DO QUE UM BOM COMEÇO

E-mail I
16/06/2009 21:28h
Olá Professora!
Eu gostaria de lhe mandar um conto de minha autoria que foi inspirado em sua aula com textos de Letícia Hannover. É um conto de amor realmente inspirado em alguns elementos do texto de Letícia. Gostaria de saber se está bem redigido e interessante. O texto vai em anexo.

E-mail II
16/06/2009 22:57h
Rodrido,
Adorei!!! Posso abrir nosso blog de 2009 com seu conto?Amanhã vou lançar o blog na escola e falarei com vc.
Bjs

E-mail III
16/06/2009 23:00h
Claro, professora!
Pode sim. Adoraria ver meu conto lá novamente como vi outro texto meu. Só me passa o endereço do blog para eu poder acessar e ver meu texto lá =). E a gente se fala amanhã então com relação a isso.
Att,
Rodrigo

Depois dessa correspondência relâmpago, só me resta publicar o texto de Rodrigo!