quinta-feira, 27 de agosto de 2009

46. IMAGINE

A vida em sociedade nunca foi fácil. A principal ciência que estuda o comportamento coletivo – a sociologia – é tida como a ciência da crise. Revoluções, batalhas, guerras foram travadas para tentar melhorar a sociedade moderna. A Revolução Francesa, uma das mais aclamadas revoluções já vividas, foi um processo emocionante em que milhares de pessoas se uniram para alcançar ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. A independência do Brasil, representou um basta numa tradição de exploração em busca da tão sonhada liberdade. A queda do Muro de Berlim,foi um grito que pedia por paz e compreensão entre culturas.
Essas revoluções foram,a seu tempo,impressionantes. Quer dizer, seriam até hoje se tivessem chegado ao seu objetivo. A mesma França que derramou seu próprio sangue por fraternidade, mais tarde, mostrou-se neo-nazista e preconceituosa. O Brasil nunca obteve sua real independência e, até hoje, é marionete dos países mais desenvolvidos.
Enfim,Canudos foi derrotada; Marx nunca viu sua proposta comunista ser atingida; Platão criou utopias que provavelmente nunca sairão do papel (felizmente,por alguns aspectos), embora A República seja uma leitura obrigatória no mundo todo.
Acontece que lutamos por algo em que acreditamos; porém, tendo conseguido nossos objetivos, simplesmente damos as costas aos nossos sonhos, já que a manutenção deles é a parte mais difícil de qualquer revolução. O que uma geração conquista a próxima nega, num processo que deixa a raça humana estagnada.
O que conseguimos até hoje? Muitas experiência e poucos resultados.
Abolimos a escravidão, criamos direitos iguais para todos que são ignorados na maior parte do tempo, desenvolvemos uma consciência social quase totalmente capaz de diferenciar o certo do errado. O que falta para que o futuro deixe de repetir o passado?
Enquanto não descobrimos essa parte, imaginemos um mundo em que as pessoas vivam para o hoje: sem céu, sem inferno, sem segregação, sem propriedade privada. Um mundo em que acima de nós, só o céu. Um mundo que vive na idéia, uma utopia que só será alcançada depois de muitas revoluções francesas.

Isadora Ferrari - 1201

45. FUGINDO DO SERTÃO

Pedro nasceu no interior da Paraíba . Ele é um dos oito filhos de Maria e de César. Família grande , mas difícil de sustentar apenas com o bolsa-família, já que Maria está bem velha, e César não quer trabalhar. A vida de César é no bar,bebendo o dia todo e, ao chegar em casa, bater na mulher.Pedro já estava cansado dessa rotina e decidiu se virar sozinho. Largou tudo, só pra fazer seu sonho virar realidade. Pegou o primeiro ônibus que saía da cidade e, sem olhar para trás, seguiu seu caminho.
Pedro chegou a São Paulo, mas estava sozinho. Não havia ninguém para lhe ajudar; ele teria de passar a noite na rua. E foi na rua que começou a fazer amigos. Com eles, Pedro passava o dia pedindo dinheiro nos sinais da cidade; passou fome, sede, frio; sentiu na pele como é viver na rua e viu seus amigos desistindo de pedir esmolas e entrando na vida do crime, no mundo das drogas.
Pedro tinha tudo pra entrar junto com eles nessa vida; mas algo bem lá no fundo não deixou. Ele sabia que arrumar um emprego seria difícil, pois, sem escolaridade, e ainda vivendo na rua...
Mas o destino de Pedro não era a cadeia nem consultas psiquiátricas, e sim o sucesso. Ele tentou de tudo pra sair daquela situação, e nada dava certo. O melhor que conseguiu foi um emprego como porteiro, não era bem o que ele sonhava , mas era melhor do que estar atrás das grades ou num caixão como seus amigos da rua. Tempos depois, ele se casou teve um filho e é feliz por saber que é um vitorioso nessa batalha que é a vida do homem que vem para o Sul, fugindo da miséria do sertão.

Lucas Rohrig - 1102

44. MINHAS TRÊS PAIXÕES

Três paixões essencias direcionam a minha vida: família, amigos e esporte. Elas me levaram a acreditar muito mais em mim do que qualquer um pode imaginar.
A família é aquela com quem aprendemos tudo o que precisamos para alcançar a felicidade. A união e o amor estão sempre em primeiro plano. Essa imbatível força dentro de mim, me direciona para o melhor caminho.
Os amigos são uma espécie de segunda família que nós mesmos escolhemos. É uma aliança sem a qual não podemos viver. Com eles, aprendemos o verdadeiro sentido de companheirismo e confiança. No futuro, os amigos serão a nossa ponte com o passado. E são eles que estarão ao nosso lado, para nos ajudar, nos momentos mais difíceis.
Por último, é com o esporte que aprendi o que é superação. É muito mais do que vencer obstáculos. É querer, acima de tudo, realizar um sonho. É lutar por ele e alcançar os objetivos da vida.
São essas três paixões que movem minha vida e que me servem como base para enfrentar, de uma forma mais simples, as dificuldades.


Aluna: Mariana Guimarães - 1102

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

43. BRASIL

A vida da população brasileira é uma contradição. Pensando na vida das outras famílias, muitas pessoas têm uma chance na vida e outras não. O que será abrangida nesta argumentação será um dos terrores da humanidade: a Grande Fome .
A desigualdade está se alastrando cada vez mais rápido. O Brasil, por exemplo, pode ser considerado um ‘mundo de dois pólos’ por ser, ao mesmo tempo, rico em belezas naturais e pobre em questão de inteligência e respeito à própria Pátria Brasileira. Muitos ricos não trabalham e todos os dias têm comida na mesa e , quando não querem mais , desperdiçam-na, jogando-a no lixo.
Enquanto isso, há aquelas que passam o dia a na rua para conseguir um resto, e ficam de mãos vazias. A fome é o ‘atestado de óbito’ da raça humana. É assustador saber de que maneira a humanidade irá acabar, e, mesmo assim, não se faz nada para resolver essa situação. Esse país foi ‘virando’, com a maior naturalidade, miserável. Uma parte rica, branca, educada e inteligente. Ao contrário disso, está a parte negra , pobre e com um único sentimento: revolta. Essa ‘epidemia’ revela bem fundo o quanto a parte pobre está sendo separada dos ricos. Querendo ou não, já implantou-se no Brasil o Apartheid.
A fome, é uma realidade da qual não se pode fugir. Esse ‘vírus’ é sinal de exclusão de terra, renda, salário, educação e cidadania. A pior humilhação pela qual uma pessoa pode passar é abaixar a cabeça para o filho e dizer que não pode comprar o que ele precisa, por falta de dinheiro . A humanidade está se ‘desintegrando’ e, logo, não sobrarão trabalhadores para as indústrias , já que a maioria é pobre. São tratados como animais por serem classificados socialmente como ‘seres inferiores’ .
Ao fim disso tudo, pode-se dizer que a maioria dos argumentos citados no texto são baseados em fatos, os quais se vive todos os dias. Se não se achar uma solução o mais rápido possível, a ‘ humanidade ’ será extinta da Terra, quando menos se esperar .

Daniel Portilho - 1202

domingo, 23 de agosto de 2009

42. MÁSCARA

Vivemos um tempo em que temos vários amigos, mas muitos não são verdadeiros. Amamos todo mundo, mas só falamos isso através de um computador ou qualquer outro meio em que não precisamos olhar nos olhos da pessoa e demonstrar nosso sentimento. Isso, algumas vezes, nos causa decepções; pois, ao convivermos com tal pessoa, criamos um sentimento verdadeiro, e passamos a confiar nela cegamente. Até que um dia ‘a mascara cai’ e descobrimos que aquele ou aquela confidente não tem por nós tanta amizade assim. E vou contar uma coisa: dói, dói muito ver que a pessoa em quem confiávamos é alguém com quem não se pode contar.
Já aconteceu comigo, e eu imagino que já tenha acontecido com você também. E nessas horas, nos entregamos ao sofrimento da ‘traição’ e da decepção. Pensamos em jogar tudo para o alto, mas precisamos ser fortes e superiores a tais situações, e foi isso o que fiz em todas as vezes que passei por tal situação.
E após tudo, eu só lhe peço uma coisa: seja verdadeiro em seus sentimentos, seja verdadeiro em suas amizades, seja verdadeiro com você próprio.


Nicole Tomazi - 1101

sábado, 22 de agosto de 2009

41. FELICIDADE

O carro do ano, roupas caras, viagens para Bora Bora, hotéis maravilhosos ... Para alguns, essas realizações são o sinônimo da felicidade. Mas, para que tudo isso, quando não se tem companhia para curtir?
Esses fatores são apenas um acréscimo à felicidade, mas não a razão da existência dela. A existência da felicidade são as coisas mais simples da vida e que não têm preço: pessoas que gostam de mim de verdade pelo o que eu sou, um abraço apertado e gostoso de uma pessoa querida, um sorriso de uma pessoa que eu ame... Isso é o suficiente para tornar qualquer tarde de uma segunda-feira chuvosa em uma manhã de sábado ensolarada e quente.
Fazer o bem para qualquer pessoa, retribuir um sorriso, fazer um elogio também são formas de transformar essa sua tarde chuvosa em uma manhã ensolarada. Não interprete isso como mais um conselho clichê e vá curtir sua felicidade !

Camila César - 1101

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

40. PRECISAMOS DE UMA BOA NOTÍCIA

"Mulheres relatam acusações contra médico preso em SP"
"Denúncias contra senador: Sarney nega compra de apartamentos por empreiteira"
"MP do RS investiga se fiéis são coagidos a doar para a Universal"
"Furto forjado: Inglesas admitem à Justiça ter dado o golpe da bagagem"

(Notícias retiradas do sítio "G1 - 17 de agosto de 2009" www.g1.globo.com)

Infelizmente, todos os dias, mais e mais coisas desse tipo acontecem. As reportagens acima foram tiradas de um único dia, e de somente um sítio. Imaginem, então, em uma semana, a quantidade de acontecimentos semelhantes...
O mais impressionante é que não lemos uma notícia agradável sequer. Do jeito que está, nosso mundo não tem muito futuro...
O estilo de vida das pessoas de hoje está anormal. Saímos menos de casa, com medo da violência cada vez mais difundida; guerras são declaradas com o interesse único no petróleo; vidas são perdidas com cada vez mais frequência; políticos exercem o poder de forma errada, prejudicando a população; tantas coisas acontecem, e nenhuma delas é boa.
Eu rezo para que essa situação mude; para que voltemos a ver um mundo mais agradável, menos violento e com mais justiça. Talvez um dia, ao invés de notícias ruins, vejamos jornais cheios de notícias boas, mostrando a todos as conquistas positivas e as inovações que beneficiarão o mundo.

Arthur Fonseca

39. MÁSCARAS

Vivemos em uma sociedade onde, desde o primeiro dia na escola, o primeiro passeio no parque, somos levados a conviver com outras pessoas. Quando pequenos nosso vínculo de amizades é enorme, e muitos são considerados nossos amigos.
O tempo vai passando; e, com ele, chegam às decepções; e, com elas, o aprendizado. Infelizmente o que nós descobrimos é bem difícil e injusto, nos deparamos com pessoas que não são o que parecem ser, e muitas vezes estão ali, ao nosso lado, apenas por interesse, inveja ou outras coisas mais.
Muitas vezes, paro e tento entender o ser humano. As pessoas são tão especiais, cada uma tem seu diferencial, seu destaque, mas muitas se preocupam tanto em ser melhores que as outras que acabam perdendo a naturalidade e seu brilho próprio. Já outras conseguem enganar perfeitamente todos à sua volta, através de mentiras e falsidade.
Conforme vamos amadurecendo, vamos descobrindo essas típicas situações da vida, das quais, muitas vezes, já ouvimos falar, mas só aprendemos realmente quando as vivenciamos.
Porém a vida é assim mesmo; estamos aqui para aprender. Por mais que haja problemas, no final, por mais que distante que estejam, a verdade e a justiça sempre aparecerão. Enquanto isso, podemos contar com pessoas maravilhosas, que talvez não sejam muitas, mas que são verdadeiras: aquelas que podemos chamar com toda a certeza de amigos.

Luana Magri - 1202

38. O JULGAMENTO

Muitos de nós julgamos as pessoas pelo que elas aparentam ser. Vemos um rosto mais sério ou uma pessoa diferente do “normal” e então não nos interessamos em conhecê-la. Mas esquecemos que o essencial não pode ser visto ou tocado. Devemos ter perdido inúmeras chances de conhecer pessoas incríveis durante nossa vida por uma simples questão de julgamento.
Da mesma forma, existem pessoas simpáticas e que parecem ser maravilhosas, mas acabam nos decepcionando em algum momento. Somos responsáveis pelas pessoas que se tornam importantes em nossas vidas, mas isso muitas vezes é ignorado devido a uma postura egoísta, quando só pensamos no melhor para nós. É triste perceber que permitimos facilmente que seres sejam deixados de lado junto com lembranças e tudo o que foi vivido de bom. Tempos de convívio e de aprendizagem de repente não valem mais nada. É como se relações pudessem ser descartadas.
Quando cativamos alguém, nos tornamos únicos. Laços são criados e nos vemos dependentes do outro. A amizade nasce quando a pessoa deixa de ser igual aos demais, se torna excepcional. E é isso que devemos valorizar, aqueles que se importam conosco e que se encantaram por nós. Aqueles que nunca conseguiremos esquecer.


Isabelle D. Martins - 1202

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

37. DESQUALIFICADA EXISTÊNCIA



Este texto chegou para mim logo que o blog foi criado. No entanto, achei interessante guardá-lo para lançá-lo em um dia que tem tudo a ver com ele. Hoje é 6 de agosto; dia do aniversário da primeira explosão atômica sobre o Japão, na cidade de Hiroshima. Em 1945, o mundo inteiro chorou pelas milhares de vítimas atingidas pela estupidez e bestialidade humanas.
O poema da Monique tem como tema o mesmo momento,a mesma guerra, a mesma falta de respeito para com o semelhante.




São quatro paredes fechadas sem saída
Cansados e feridos, sem dor nem agonia.
Mas por algum motivo estamos reunidos aqui
A agüentar as últimas juras de amor de quem nos sucede

E quando cegos abrimos nossos olhos vendo tudo embaçado
Enfim a fumaça-veneno vendou a nossa visão
Duvidamos até da nossa própria razão,
Encontramos-nos, camaradas, num campo de concentração.

Não interessa quem somos ou o que fazemos
Não importa quem fomos ou para que vivemos
Somos apenas números de um a vinte um
Derrotados aspirantes do diabo.

Um contra todos e todos contra um
Inimigos dos nossos pensamentos, pensamentos de vinte um.
Sentíamos o veneno corroer nossa garganta lentamente
Morrendo aos poucos por um ato inconseqüente

Louco é aquele que assume o poder de uma nação.
Aplaudidos por palmas de um povo que vai gritar em vão
Seus filhos andam com armas de fogo na mão
Estimulados por um ideal de aniquilação

E se morreremos um dia, que seja de amor.
De uma bala perdida por aí, sem fé nem dor.
Mas pedimos a Deus que perdoe o nosso ateísmo
É pecado não saber o que é pecado? Talvez nós não devêssemos estar aqui.

Damos nossos últimos adeuses já cambaleando sufocados
Uma lágrima solitária escoa pelo nosso semblante.
Morremos por mera coincidência, simples acaso.
Fomos apenas números de um a vinte um

Monique Crockrane - 1101