A vida em sociedade nunca foi fácil. A principal ciência que estuda o comportamento coletivo – a sociologia – é tida como a ciência da crise. Revoluções, batalhas, guerras foram travadas para tentar melhorar a sociedade moderna. A Revolução Francesa, uma das mais aclamadas revoluções já vividas, foi um processo emocionante em que milhares de pessoas se uniram para alcançar ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. A independência do Brasil, representou um basta numa tradição de exploração em busca da tão sonhada liberdade. A queda do Muro de Berlim,foi um grito que pedia por paz e compreensão entre culturas.
Essas revoluções foram,a seu tempo,impressionantes. Quer dizer, seriam até hoje se tivessem chegado ao seu objetivo. A mesma França que derramou seu próprio sangue por fraternidade, mais tarde, mostrou-se neo-nazista e preconceituosa. O Brasil nunca obteve sua real independência e, até hoje, é marionete dos países mais desenvolvidos.
Enfim,Canudos foi derrotada; Marx nunca viu sua proposta comunista ser atingida; Platão criou utopias que provavelmente nunca sairão do papel (felizmente,por alguns aspectos), embora A República seja uma leitura obrigatória no mundo todo.
Acontece que lutamos por algo em que acreditamos; porém, tendo conseguido nossos objetivos, simplesmente damos as costas aos nossos sonhos, já que a manutenção deles é a parte mais difícil de qualquer revolução. O que uma geração conquista a próxima nega, num processo que deixa a raça humana estagnada.
O que conseguimos até hoje? Muitas experiência e poucos resultados.
Abolimos a escravidão, criamos direitos iguais para todos que são ignorados na maior parte do tempo, desenvolvemos uma consciência social quase totalmente capaz de diferenciar o certo do errado. O que falta para que o futuro deixe de repetir o passado?
Enquanto não descobrimos essa parte, imaginemos um mundo em que as pessoas vivam para o hoje: sem céu, sem inferno, sem segregação, sem propriedade privada. Um mundo em que acima de nós, só o céu. Um mundo que vive na idéia, uma utopia que só será alcançada depois de muitas revoluções francesas.
Isadora Ferrari - 1201
Clemência Tardia XXI
Há 17 anos

Cada revolucao tem 'e glorificada pela historia, mas o que as pessoas esquecem 'e como que as pessoas continuaram as ideologias, muitas vezes nao continuaram, como ja disse varias vezes neste blog, as pessoas nao tem mais paciencia para a vida e para o mundo e acabam por acabar com ele e com si mesmas assim.
ResponderExcluirOBS: desculpe nao ter acentucoes, meu computador esta com problemas com isso.
Gostei muito do seu texto, ainda mais dos trechos da música (de mesmo nome) de John Lennon. A História, que teria como função evitar que nossos erros se repetisem, não está cumprindo seu dever. Nos encontramos mais uma vez segregando, mais uma vez poluindo, excluindo, consumindo, indiferentes ao mundo 'lá fora' que precisa de ajuda.
ResponderExcluirAline Assumpção - 1102
Como a Aline falou, a história nos alerta, nos mostra que erros não repetir, mas nós não prestamos atenção e acabamos fazendo tudo de novo. Atualmente as pessoas estão mais acomodadas, poucos lutam pelos seus direitos, preferem ver televisão e ficar reclamando que como o mundo é injusto, nossa ação é fundamental para tentar mudar as injustiças do mundo.
ResponderExcluirMariana Taufie n° 21 turma:1201
Lindo texto, exprime a idéia de uma consiencia que sabe que os ideais não sao alcansados com apatia, e sim com movimento, pra mexermos algo que não concordamos, precisamos mostrar e gritar o que queremos. Ah, te amo.
ResponderExcluirArtur Souto
1102
Realmente, para conseguir um mundo de fato ideal, seriam precisas muitas revoluções. Mesmo nas revoluções pelas quais a história já passou, muitas pessoas foram segregadas e, ao invés de melhorarmos o que foi feito de errado, acabamos repetindo os erros. A sociedade perfeita é utópica, mas poderíamos lutar por uma sociedade mais justa, olhando para a história e descartando os erros e repetindo as ideologias que realmente valham à pena para construir uma sociedade mais igualitária.
ResponderExcluirCada povo, geração ou indivíduo possui uma ideia diferente do que seria uma utopia. Todos falam de como a sociedade repete seus próprios erros, sem nunca realmente corrigi-los. Os erros de uns são os acertos de outros e isso impossibilita o alcance da tão aclamada utopia. Uns se recusam a seguir os sonhos de outros e, assim, destroem o que estes lutaram para conseguir. Não é como se as pessoas não se importassem com a igualdade, lealdade ou com o bem-estar dos outros, é só que suas ideias de uma sociedade perfeita são distintas e isto torna o alcance desta "paz entre todas as pessoas" algo impossível.
ResponderExcluirLarissa Mota - 1202 - nº 22