A Direita da Mal
Ouvimos cada vez mais frequentemente notícias sobre ataques de grupos de extrema direita, conhecidos como neonazistas. Formados por pessoas intolerantes, esses grupos se formaram especialmente após a Segunda Guerra e o nome já esclarece a doutrina que os inspira: o nazismo. Os alvos desses grupos sempre foram principalmente negros, judeus e homossexuais. Hoje, esse leque se expande e, principalmente nos países desenvolvidos, inclui estrangeiros, em especial aqueles de origem latina ou africana.
O mais chocante é que a atuação desses grupos ocorre em países como o Brasil, um país altamente miscigenado. Em, nosso país, já se ouviu falar de ataques contra índios, nordestinos, homossexuais e moradores de rua.
O neonazismo está mais perto do que podemos imaginar e, apesar de pesquisas científicas já terem provado que não existem diferentes raças entre os seres humanos, o discurso desses grupos não é muito diferente daquele que Hitler usava para convencer o povo de que a “limpeza étnica” era a solução.
Afinal, o bode expiatório para os problemas da Alemanha no tempo de Hitler eram os judeus e hoje são os estrangeiros que supostamente vão para os países desenvolvidos ”roubar empregos”. Assim, prova-se que os tempos mudam, mas os discursos não. É mais fácil para um governo colocar a culpa naqueles que já sofrem preconceito do que tentar resolver o problema de fato. No Brasil, os nordestinos são aqueles que recebem a culpa por migrarem para outras regiões, como o sudeste, em busca de melhores condições de vida. Então esses grupos costumam alegar que eles contribuem para o desemprego, esquecendo-se, no entanto, que eles só saem de sua terra porque o governo não dá a eles boas oportunidades lá.
Esses grupos estão crescendo e resta saber se vamos deixar que se tornem uma ameaça ou não. Hitler só promoveu o massacre contra os judeus porque teve apoio para isso. Sem uma grande parte da população o apoiando, ele não teria conseguido. Então, vamos concordar com a ação desses grupos e construir um futuro de pessoas intolerantes, repetindo um erro visível na história? Ou vamos intimidar a atuação deles, de forma que suas ações se tornem tão insignificantes até acabarem? Só cabe a nós decidir que futuro queremos para nós mesmos.
Clarissa Biscainho - 1201
Clemência Tardia XXI
Há 17 anos

clarissa,adorei o modo como o texto está redigido,realmente este é mais um de tantos assuntos que devem ser questionados.Cada vez que ouço sobre as práticas desses grupos neonazistas,me sinto como se estivéssemos estagnados no tempo ou que retrocedemos para a época de Hitler.Acho um absurdo que depois de tantas desgraças cometidas em nome da teoria da"limpeza étnica", ainda podem existir que insistem em defender e exaltar essa prática,mesmo após todo o conhecimento que tivemos sobre a concepção de raça humana (como você mesmo cita).Onde estará esses ideais de libertade e de respeito a todo e qualquer tipo de manifestação humana, seja ela a opção sexual,o ponto de vita de um ser,a cultura e acrença,entre diversos outrosÁs vezes, aimpressão que se dá é a de que alguns jovens são mais conservadores do que muitos adultos e até idosos, que mesmo sendo mias velhos parecem ter uma cabeça muito mais aberta.É por isso que penso que a humanidade ainda tem muito o que aprender e a reformular sobre concepções humanas,se que realmente é posível formulá-la com tantas peculiaridades.
ResponderExcluirFalou muito bem Clarissa. Obviamente não queremos repetir os mesmos erros de nosses antepassados, assim, temos que parar com todo esse preconceito porque a dificuldade inicial, daqueles que são extrangeiros, é em sua prória terra. Em vez de reclamar das pessoas que estão se mudando procurando mudar de vida, reclame daqueles que fazem nada para melhorara a vida dessas pessoas em suas terras natais.
ResponderExcluirFicou ótimo Clarissa! São essas coisas que nos tiram as esperanças, o preconceito ao diferente é algo tão absurdo e infelizmente muito praticado!
ResponderExcluirLuana Magri 1202
Devemos começar a perceber, que a ameaça nazista está tentando retornar e se não queremos viver momentos de terror como os conhecidos de todos nós no passado, deve-se repreender qualquer mínima atitude que represente o preconceito. Não vamos nos iludir com quem quer nos fazer acreditar que o holocausto não existiu, existiu sim! E as marcas encontram-se até hoje em firidas abertas na nossa sociedade.
ResponderExcluirMarianne 1201
O nazismo é um movimento antigo,porém anda tomando forças a algum tempo.Ese tema foi bem abordado pela Clarissa.É preciso que isso acabe,pois é algo ruim para sociedade.O preconceito é algo que é obtuso demais,é preciso saber viver com as diferenças!
ResponderExcluirÉ muito triste ver o retrocesso do mundo. Esse mundo que faz tanta coisa, já mandou até o homem pra lua, fazendo coisas estúpidas e cruéis como essas. Matar seu semelhante parece atitude de animal irracional. Você ter uma opinião diferente da outra pessoa é completamente aceitável, até bom. Agora, não aceitá-la simplesmente pela cor, ou por sua origem é um absurdo! E não precisamos ir muito longe para encontrar pessoas assim, basta olharmos ao nosso redor que encontraremos um monte. Desde os "skin heads" que matam pessoas que "não são iguais a eles" até as pessoas que fazem "bullying" na própria escola com os outros são pessoas desse tipo. Muita gente já tentou mudar isso, mas, às vezes, parece que não tem jeito, que essa falta de respeito com as diferenças vai sempre ficar por aqui. Mas como a esperança é a última que morre, acho que devemos sempre tentar acabar com isso, nem que seja com pequenas atitudes.
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