segunda-feira, 29 de junho de 2009

16. AÇÃO E REAÇÃO

De uns anos para cá, a sociedade carioca entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o estado tem níveis elevados de violências variadas: urbana, doméstica e familiar.
A questão é que precisamos descobrir o porquê desses níveis aumentarem tanto assim nos últimos anos.
Infelizmente, o governo tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de entender o que é a causa e o que é a conseqüência. A violência que mata e destrói está muita mais para um sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma.Portanto, não adianta super-armar a segurança pública, entregando-lhe armas de guerra para repressão policial, se a “doença” causadora não for identificada e combatida.
Já é tempo de a sociedade carioca se conscientizar de que a violência não é a ação. Violência é, na verdade, reação.O ser humano não comete violência sem motivo.É verdade que, algumas vezes, a violência recae sobre pessoas erradas; pessoas inocentes que não cometeram as ações que a estimulassem. No entanto, as ações erradas existiram e alguém as cometeu, caso contrário não haveria violência.
No Rio, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito.O desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontas, sejam sociais, econômicos, relações conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdade - estimulados principalmente pela TV - também produzem desrespeito. Esse desrespeito produz desejo de vingança, o qual se transforma em violência.
Sabe-se que o desrespeito é o principal causador de violência, podemos então combatê-la, diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: econômico, social, conjugal, racial, familiar e entre as pessoas. Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito possível diante de toda e qualquer situação.


Giuseppe Noronha - 1202

10 comentários:

  1. A violência parece crescer cada vez mais e nós ficamos com medo de sair de casa. Antes as pessoas tentavam não ficar até tarde na rua, mas hoje em dia nós sabemos que isso não adianta mais, durante todo o dia (manhã, tarde e noite)a violência está presente. A violência é realmente uma reação, não podemos achar que ela acontece sem um motivo. Para resolver esse problema da violência primeiro teríamos que solucionar outros problemas, como por exemplo, a forma de governo que não ajuda a população.

    Mariana n°21 turma:1201

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  2. Giuseppe, concordo com você quando diz que a maior causa da violência é o desrespeito, já que é o fato de "diminuirmos" o outro por ele ser pobre, negro ou ter outra religião, enfim, por ser diferente, que gera esse sentimento de revolta. A violência não ocorre sem motivo, em geral quer expressar uma insatisfação. Acredito também que as desigualdades sociais também ajudem a provocar violência, junto, como você mesmo disse, com a televisão, que está sempre estimulando a consumir e aí quem tem menos vai buscar outras formas de ter o que não consegue com seu trabalho.
    A violência é um dos grande problemas da sociedade atual e procurar as suas causas é o primeiro passo para combatê-la. Parabéns pelo texto!

    Clarissa Biscainho-17-1201

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  3. A violência tem preocupado a todos pois ela está presente em nossa realidade e sabemos que essas coisas não acontecem "apenas com os outros". Precisamos de uma melhora na educação, de respeito entre as pessoas como foi dito no texto, de hospitais com melhor qualidade, emprego para todos e com bons salários, entre outras coisas.

    Isabelle t.1202 n.20

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  4. Adorei o seu texto, o tema foi muito bem abordado por você.
    Para que a violência no Rio de Janeiro chegue ao seu fim, é necessário "cortar o mal pela raiz", ou seja, precisamos de uma assitência maior do estado com aquelas pessoas carentes, precisamos de uma educação e saúde pública descentes.
    O governo nunca pode esquecer que somos todos iguais e que o voto de alguém rico tem o mesmo valor de algúem pobre, logo, o governo deve o mesmo respeito a todos eles.

    Barbara Mendes nº15 turma 1202

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  5. a violência é um tema muito comentado hoje em dia, e isso graças a seu índice que em nossa cidade está alto.Realmente este é um fato muito preocupante.


    Leonardo Libardoni 1202

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  6. Adorei o texto. A violência é um tema muito discutido em nossa sociedade. Infelizmente a violência acaba com a vida de muitas pessoas, o que nos resta hoje é lutar contra este fato. E não vivermos como alienados, fingindo que nada está acontecendo ou que nunca irá acontecer com agente.
    Nathalia Ferreira 1201

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  7. Com todos os tipos de relaçôes humanas houvesse respeito, concordo que muita da violencia diminuiria. Muitas pessoas esqueceram o que quer dizer essa palavra, respeito, devemos sempre lembra-la. Gostei do texto.

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  8. A violência está muito presente em nossas vidas, e é cada vez mais preocupante onde isso vai parar!Mais violência não muda nada, pra mim o problema vem da educação e das condições de vida da sociedade, é aí que deveria haver uma mudança.

    Luana Magri 1202

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  9. Muito bom seu texto! Concordo com você, a violência é uma consequência, tanto do desrespeito e despreocupação das pessoas umas com as outras quanto das péssimas condições que grande parte da sociedade vive. A falta de ensino, oportunidades e infra estrtura para se tornar alguém na vida leva as pessoas a entrarem para o mundo do crime que para elas é muito mais acéssivel. Esse nível tão alto em que a violência se encontra hoje em dia é realmente preocupante! Já está mais do que na hora do governo começar a dar um fim nisso!

    Carolina Fernandes T:1202

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  10. Se pensarmos bem, você tem razão. A violência não é mais que a resposta para algo que ocorreu previamente. Ainda assim, violência gera violência e devemos perceber que, além de reação, esta é uma ação também. O início pode ter sido a desigualdade, o desrespeito ou qualquer outra coisa, mas o que mantem essa doença social é ela própria. Medidas devem ser tomadas para erradicar não somente os "sintomas", mas também a "doença" e sua origem.

    Larissa Mota - 1202 - nº 22

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