Nosso blog não é uma filial da ABL (Academia Brasileira de Letras), nem somos os imortais que lá costumam tomar o famoso chá das cinco; não temos a menor pretensão de sermos autores ou poetas consagrados (ainda). Por essa razão as críticas negativas e desencorajadoras não combinam com este espaço. Não é bonito desmerecer o texto de um colega, mesmo que, na nossa (muitas vezes equivocada) opinião, ele não seja merecedor de elogios.
Um conto ou um poema são textos que brotam da nossa criatividade, e o fato de serem inspirados em outros – consagrados ou não – não é demérito algum; pelo contrário, é a prova de que estamos antenados com a Literatura, com a MPB e com qualquer outra manifestação artística. A esse tipo de produção, damos o nome de intertextualidade, e, por mais incrível que possa parecer para alguns de vocês, Vinicius de Moraes, Machado de Assis, Mário de Andrade, Murilo Mendes, Chico Buarque, e muitos outros têm obras que surgiram de relações intertextuais.
No poema O DIA DA CRIAÇÃO, Vinícius inspirou-se no livro de GÊNESIS da BÍBLIA. Machado de Assis bebeu nessa mesma fonte, ao escrever ESAÚ E JACÓ. Mário de Andrade foi mais longe e se amparou em Jesus Cristo, autor de PADRE NOSSO, para fazer um poema paródia chamado ESCAPULÁRIO. Murilo Mendes dialogou com Gonçalves Dias em CANÇÃO DO EXÍLIO. O próprio Chico Buarque, citado no comentário, ao fazer a música MEU CARO AMIGO, espelhava-se em Tomaz Antônio Gonzaga que escrevera CARTAS CHILENAS em um momento de censura e patrulha muito parecido com o controle às obras de arte e aos artistas durante a ditadura militar.
Portanto, que venham as intertextualidades! Elas serão muito bem chegadas a este blog; todas! Não tenham medo ou pudor de se apropriarem de um texto consagrado para fazer outro. Isso é apenas prova de cultura, de interesse pela arte e de antenação com o mundo. E, para não perder o hábito, nada melhor do que citar RODA-VIVA: “faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há” não vamos permitir que a “roda-viva carregue tudo pra lá”.
P S: Ângelo, não se justifique; seu texto ficou lindo!
Clemência Tardia XXI
Há 17 anos

Catarina, eu concordo. Os textos que são baseados em outros sempre nos trazem novas informações, nos levam a refletir e, muitas vezes, não lemos o texto original, mas, ao ler um texto que foi inspirado nele, sentimos vontade de ler. Cada um escreve como sabe e, até agora, os textos tem se mostrado bastante bonitos, tratando de temas da atualidade ou temas que intrigam os homens há muito tempo, muitas vezes desde a sua existência e que levam à reflexão. A intertextualidade é muito boa. Quantos poemas não são feitos assim? Como aquela música de Renato Russo, por sinal muito bonita, que junta um poema de Camões com partes de um texto Bíblico. Então não há motivos para críticas. Escrever um texto baseando-se em outro é uma excelente ideia.
ResponderExcluirClarissa Bicainho-17-1201
É verdade Catarina, a intertextualidade é muito interessante. Muitas pessoas falam que um texto baseado em outro é uma cópia, mas isso não é verdade. Escrever um texto se baseando em outro é muito bom, pois mostra o seu conhecimento e torna o texto mais rico.
ResponderExcluirMariana n°21 turma:1201
Concordo, Catarina. Conseguir interpretar um texto famoso e transforma-lo para um novo texto colocando seu pensamento é muito difícil, e o Angelo conseguiu muito bem fazer isso!
ResponderExcluirLeonardo Carvalho(8) - 1101
Não se incomode com o que os outros pensam ou falam, você sabe que o que fez só prova todo o seu conhecimento. O mais importante é o esforço de cada um e não precisamos chegar a perfeição.
ResponderExcluirIsabelle D. Martins T.1202 n.20
Realmente se inspirar em outros autores é de muito valor , pois não é qualquer um que consegue reproduzir apartir de outros textos , sem contar que o que angelo fez uma analise mais profunda do tema abordado pro Chico Buarque em "Roda Viva".
ResponderExcluirEu concordo, quem criticou algum texto aqui não compreendeu a ideia principal que levou a criação do blog.
ResponderExcluirSomos apenas alunos e não escritores profissionais, só postamos textos e comentários aqui como forma de colocar em prática o que aprendemos em nossas aulas de redação.
Barbara Mendes nº15 turma 1202
Concordo com o Hugo e volto a dizer o texto do Angelo ficou bom, pois nao é qualquer um que consegue fazer o tipo de texto que ele fêz, entao vamos aliviar críticos de plantão.
ResponderExcluirO texto ficou bom mesmo. Não vamos permitir que a “roda-viva carregue tudo pra lá”.
ResponderExcluirConcordo,o texto ficou muito bom, não se deve ligar para quem criticou, estamos aqui para escrevermos o que sentimos e temos vontade e é assim que as coisas se tornam prazerosas!
ResponderExcluirLuana Magri 1202